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Quarta-feira, 22 de Julho de 2015
Momento de Poesia

FELICIDADE

Felicidade não tem peso, nem tem medida, não pode ser comprada, não se empresta, não se toma emprestada, não resiste a cálculos, porque não é material, nos padrões materiais do nosso mundo. Só pode ser legítima. Felicidade falsa não é felicidade, é ilusão. Mas, se eu soubesse fazer contas na medida do bem, diria que a felicidade pode ter tamanho, pode ser grande, pequena, cabendo nas conchas da mão, ou ser do tamanhão do mundo. Felicidade é sabedoria, esperança, vontade de ir, vontade de ficar, presente, passado, futuro. Felicidade é confiança: fé e crença, trabalho e ação. Não se pode ter pressa de ser feliz, porque a felicidade vem devagarinho, como quem não quer nada. Ser feliz não depende de dinheiro, não depende de saúde, nem de poder. Felicidade não é fruto da ostentação, nem do luxo. Felicidade é desprendimento, não é ambição. Só é feliz quem sabe suportar, perder, sofrer e perdoar. Só é feliz quem sabe, sobretudo, amar.

 

 

 Portugal

 Maior do que nós, simples mortais, este gigante

foi da glória dum povo o semideus radiante.

Cavaleiro e pastor, lavrador e soldado,

seu torrão dilatou, inóspito montado,

numa pátria... E que pátria! A mais formosa e linda

que ondas do mar e luz do luar viram ainda!

Campos claros de milho moço e trigo loiro;

hortas a rir; vergéis noivando em frutos de oiro;

trilos de rouxinóis; revoadas de andorinhas;

nos vinhedos, pombais: nos montes, ermidinhas;

gados nédios; colinas brancas olorosas;

cheiro de sol, cheiro de mel, cheiro de rosas;

selvas fundas, nevados píncaros, outeiros

de olivais; por nogais, frautas de pegureiros;

rios, noras gemendo, azenhas nas levadas;

eiras de sonho, grutas de génios e de fadas:

riso, abundância, amor, concórdia, Juventude:

e entre a harmonia virgiliana um povo rude,

um povo montanhês e heróico à beira-mar,

sob a graça de Deus a cantar e a lavrar!

Pátria feita lavrando e batalhando: aldeias

conchegadinhas sempre ao torreão de ameias.

Cada vila um castelo. As cidades defesas

por muralhas, bastiões, barbacãs, fortalezas;

e, a dar fé, a dar vigor, a dar o alento,

grimpas de catedrais, zimbórios de convento,

campanários de igreja humilde, erguendo à luz,

num abraço infinito, os dois braços da cruz!

E ele, o herói imortal duma empresa tamanha,

publicado por Alegria às 22:46
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