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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
Momento de Poesia

 

A Cabreira: Versos extraidos do livro "As pupilas do Sr. Reitor" de JulioDinis, 1863

 

   Anda a pobre cabreira

O seu rebanho a guardar,

Desde que rompia o dia

Até a noite fechar.

  De pequenina nos montes

Não tivera outro brincar;

Nas canseiras do trabalho

Seus dias vira passar.

  Sentada no alto da serra,

Pôs-se a cabreira a chorar,

Porque chorava a cabreira,

Ides agora escutar:

  "Ai que triste sina a minha.

"Ai que triste o meu penar;

"Que não sei de pai nem mãe

"Nem de irmãos aquem amar.

  "De pequenina nos montes

"Nunca tive outro brincar;

"Nas canseiras do trabalhoi

"Meus dias vejo passar".

  Mas ao desviar seus olhos,

Viu coisa que a fez pasmar;

Uma cabra toda branca

Se lhes fora aos pés deitar.

  Branca toda, como a neve,

Que nem se deixa fitar,

Coberta cde finas sedas,

Que era coisa singular!

  Nunca a tinha visto antes

No seu rebanho a pastar, (Continua)

publicado por Alegria às 21:20
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