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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015
Lendas da nossa terra

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O Senhor de Matosinhos

 

 A milagrosa imagem do Senhor de Matosinhos é, segundo a tradição, das mais antigas

que se veneram em toda a cristandade.

Diz-se que esta imagem foi feita por Nicodemo, testemunha ocular das últimas horas

de Jesus, e que por esta razão é cópia fiel do rosto de Cristo.

Segundo a mesma tradição, Nicodemo teria esculpido mais quatro imagens, hoje

veneradas em vários locais do mundo, sendo a do Senhor de Matosinhos não só a

primeira mas também a mais perfeita.

Nicodemo assistiu aos tormentos de Jesus e, depois da morte na Cruz, auxiliou

José de Arimateia a descer o corpo. Juntos embalsamaram Cristo e depositáram-no

no túmulo.

José de Arimateia, teria recolhido o sangue de Jesus no Graal e Nicodemo os

instrumentos da Paixão, conservando em seu poder, por muito tempo, o sudário

em que ficou gravada a imagem de Jesus.

A imagem de Matosinhos é oca no tronco, porque, diz a tradição, aí escondeu

Nicodemo os instrumentos da Paixão.

Realmente os estudiosos da questão dizem que se reparar bem, as costas são

anteparadas de uma tela fina que se confunde com a matéria de que é feita a imagem,

tela esta tão bem preparada que tem resistido à corrupção dos tempos.

O mesmo material forma a toalha com que foi envolvido o corpo da imagem.

A toalha, que desce da cintura cobrindo a perna direita até ao joelho e a esquerda até à canela,

está tãoligada ao corpo que parece ter sido esculpida na mesma madeira daquele.

Nicodemo sobreviveu a Cristo muitos anos e sabe-se ter sido perseguidos poelos judeus,

que, em determinada altura, lhe confiscaram todos os bens. As perseguições aos

cristãos de então correspondiam a igual perseguição às imagens e objectos por eles

considerados sagrados.

Por isso muitas foram escondidas em subterrâneos ou simplesmente atiradas ao mar

para se salvarem das fogueiras a que estavam votadas.

Conta-se então que, tendo Nicodemo feito aquela a que depois se chamou Senhor de

Matosinhos, a atirou à àgua para a livrar de perseguições. Desceu ao porto de Job, que

fica nas costas da Judeia, no Mediterrâneo, e lançou-a ao mar. A imagem atravessou-o

de nascente a poente, passou o estreito de Gibraltar e, já no Atlântico, rumou para norte,

aportando por fim à praia de Matosinhos.

Nesrta viagem, porém, a imagem de Cristo, perdeu um braço. As populações, que então

lhe eregiram, em Bouças, um templo, pouco se importaram com o pormenor e passaram

a venerá-la sob a designação de Nosso Senhor das Bouças, pois desde logo lhe

foram imputados vários milagres. Durante cerca de cinquenta anos, a bela imagem de

Cristo agonizante na Cruz, com um olho meio aberto sobre a humanidade e o outro

fitando o Céu, apelando a Seu Pai a salvação do Mundo, foi venerada sem o braço.

Diz-se, porém, que andava um dia na praia de Matosinhos uma mulherzinha a apanhar

destroços trazidos pelo mar, para alimentar o seu lume, e viu um objecto que lhe pareceu

óptimo para o efeito. Pegou nele, meteu-o no cabaz juntamente com outros bocados

de madeira e voltou para casa.

Chegada a casa, ateou a lareira e deitou-lhe dentro o que lhe parecia um bocado de lenha.

Mas o cavaco saltou para fora do lume. Insistiu a mulher e, tantas vezes quantas ela

ali o deitou, o bocado saltava para fora.

Esta mulherzinha tinha uma filha que lhe nascera muda, segundo conta a lenda.

Olhando para a criança, que fazia gestos aflitivos e abria a boca como quem quer

forçosamente dizer qualquer coisa, a mulher, assombrada, ouviu-a dizer:

- Ó minha mãe, não teime em deitar isso ao lume!

Olhe que é o braço do Nosso senhor das Bouças!

Atónita e amedrontada, por ouvir assim falar a filha, que nunca dissera uma palavra,

e por ver a acha saltando da lareira, a mulher saiu de casa gritando qjue lhe acudissem.

Vieram as vizinhas, às quais ela contou o que se passara, e, pegando respeitosamente

no destroço achado na praia, foram à igreja vewr se o que a rapariga dissera era verdade.

E, ante o assombro de todos, o braço ficou tão ajustado à imagem que nunca mais ninguém

pôde saber qual deles alguma vez lhe faltara.

Assim acaba a lenda do Senhor de Matosinhos, primeiramente chamado Nosso Senhor

das Bouças. No século XVI a imagem feita por Nicodemo foi mudada para Matosinhos,

onde lhe construiram um templo maior e mais imponente, apropriado às enormes romarias

 que há séculos lhe fazem e de tamanho mais condigno às ofertas que lhe trazem  em

agradecimento das graças concedidas.

publicado por Alegria às 11:02
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