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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2015
Lendas da nossa terra

ARRUDA DOS VINHOS - Praça José Vaz Monteiro.

 Arruda dos Vinhos

 

O Gigante e os Lobisomens

 

  Era uma vez um gigante grande, grande, tão grande como devorador.

Foi há quantos anos que ele calcorreou as matas e os montes de Arruda dos Vinhos!

O gigante devorava toda a comida da região, sobretudo carne, catne dos animais,

roubando-os aos seus donos.Às vezes até comia as pessoas, Bois, vacas, cavalos, porcos,

galinhas, tudo, todos.

O gigante também era  muito rico e andava sempre com  o baú do seu tesouro debaixo do braço.

Conta o povo que até palitava os dentes com a rabiça dos arados! Porém, as pessoas,

desesperadas, juntaram-se e decidiram matar o gigante. E pensaram-no tão  bem que conseguiram!

Há, no entanto uma variante desta lenda que diz que o gigante desta lenda que diz que o gigante morreu

pela acção  de um raio quando se preparava para engolir uma velhinha. De qualquer modo, morreu.

Depois, apareceu à população outro problema: O que fazer com aquele cadáver tão grande?

Pois lá se resolveram a fazer um buraco enorme, e, cada pessoa ficou encarregada de levar um balde de terra

e deitar-lho por cima. E assim apareceu em Arruda dos Vinhos o monte que ainda hoje é conhecido

como a Cova do Gigante! Naturalmente, tamanho corpo enterrado a pouca profundidade, acabou

por provocar uma epidemia de peste em que morreu muita gente. Depois de enterrado, alguém se

lembrou de que nem depois de morto o gigante largava o baú do tesouro, mas a verdade é que ninguém

ainda se resolveu a ir cavar aquele formidável túmulo, não vá a peste voltar a espalhar-se.

Mas em Arruda dos Vinhos também se conta que lá havia lobisomens que saíam à noite de casa sob

a forma de burros, perus e outros animais.

Certa noite, uma mulher que desconfiava que o marido era lobisomem tentou curá-lo. E o mal curava-se

voltando do lado direito a roupa que o lobisomem despe e deixa do avesso para ir correr o fado.

Ele, feito um burro, já saíra de casa quando pressentiu que a mulher lhe virara a roupa. Quis voltar a

trás para atacar, no entanto ele fechara a porta.

Mas como tivera tempo para de pôr a roupa pelo direito, ela curou o marido, que de burro logo voltou

a ser homem, mas todo nú.

 E em burro também se transformava o último lobisomem de Arruda dos Vinhos. Todas as noites de lua cheia

ele galopava, percorrendo sete vilas castelhanas. Pois uma noite, certo sujeito que tinha a mulher doen

saiu para chamar um médico. Ia com pressa e aproveitou um burro que andava por ali. Para o prender,

atou-lhe o cinto das suas calças ao pescoço e lá foi tratar do que tinha a tratar. No fim, fugiu-lhe o burro.

Já na manhã seguinte, contpu a história do burro a um seu vizinho e este, sem comentários, devolveu-lhe

o cinto, denunciando-se. Na lua cheia seguinte, quando o lobisomem despia a roupa para se transformar

em burro, o amigo apareceu de repente. Deitou a mão à roupa do vizinho e virou-a para o lado direito,

salvando-o. Assim curou o vizinho e, desde então,  nunca mais houve noticia de lobisomens em Arruda dos Vinhos.

 

 

 

publicado por Alegria às 14:09
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