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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

Albergaria-a-Velha

Albergaria-a-Velha.jpg

A Terra do Anjo

 

sabem qual é a Terra do Anjo? Não? Pois vejamos a lenda que nos pode dizer alguma coisa

sobre esta questão. vamos atá à margem direita do Vouga, a duas léguas da cidade de Aveiro.

Aí, há muitos anos, existia uma pequena aldeia de pescadores que trabalhavam nas águas do rio.

E nessa comunidade havia um homem, já entrado na idade, que nunca casara e vivia no sofrimento

de não ter um filho a quem ensinar a sua arte e fosse a sua companhia no fim da vida.

A lenda não lhe guarda o nome, no entanto regista que se tratava de uma pessoa extremamemnte devota

a Nossa Senhora. Assim, constantemente lhe dirigia orações, por entre as quais lhe pedia um filho,

nascesse este de mulher com quem ele casasse ou criança abandonada. Às vezes, desencantado

com a falta de resposta da Nossa Senhora, dirigia as suas palavras ao rio, sem intimo no quotidiano~.

E uma manhã, levando o seu barco de um lado para o outro, o pescador viu um caixotinho a boiar nas águas,

e dentro dele chorava uma criança. Doido de contentamento, agradeceu a Nossa senhora, interrogando-a

sobre o que ela queria em troca. Naturalmente Ela nãolhe respondeu.

Assim, o rapaz foi crescendo, aprendendo a vida com o velho pescador, que arranjou outro ânimo para encarar

a vida. Toda a gente andava admirada com a felicidade daquela familia! Porém, a partir de determinada altura,

uma nuvem cinzenta começou a pairar nos olhos lìmpidos do rapaz.

É que ele queria saber como é que viera ao Mundo. Quem era a sua mãe? E o seu pai? A história, aliás verdadeira,

do seu aparecimento nas águas, contada pelo velho pescador, não o consolava. Ele queria ser como os outros.

E não conseguia. Num esforço para desanuviar a existência do seu rapaz, o velho pescador do Vouga levou-o

com ele à cidade e foi falar com um padre que tinha fama de muito sabedor. Mas há casos em que os saberes não

servem para nada. E ao padre apenas lhe valeu certa sabedoria no trato, mandando para casa ops dois pescadores,

recomendando-lhes que pensassem noutra coisa. Terá também dito que muitas vezes são insondáveis os desígnos

do Altíssimo. Bem, a vida continuou, e um dia, um clamoroso dia, soltou-se uma epidemia que começou a dizimar

a população das margens do Vouga. O rapaz, mostrando a generosidade aprendida com seu velho pai, atendeu

aos doentes. Porém, por desgraça, ele próprio foi apanhado pela terivel doença. Prostrado no leito, a seu lado tinha o

velho a lamentar-se de o ver naquele estado, que piorava em cada dia. E o pai voltou-se de novo para Nossa Senhora,

implorando-lhe que lhe salvasse o filho. E à voz do "valei-me!" entrou no quarto uma mulher  envolta em neve, dizendo:

- Aqui estou.

Era Nossa Senhora das Neves, dizendo que vinha buscar o rapaz para sua corte de anjos.

Assim como o dera, o levava para um lugar de glória, reservando-lhe a função de anjo-da-guarda daquela terra.

Que terra? Angeja.

 

publicado por Alegria às 21:18
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