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Domingo, 18 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

 

Abrantes 2.jpg

 

O Senhor dos Aflitos

 
  Nos arredres de Abrantes, num largo à saida da estrada velha, quando esta entronca com a estrada nova, a caminho de Alvega,há uma pequena capela, propriedade particular, sempre fechada sete chaves, conhecida como do culto do Senhor dos Aflitos.
Esmolas de azeite e em dinheiro afluem com certa regularidade e muita devoção. E a lenda não terá ainda um par de séculos.
Pois diz-se que um homem dessa familia -infelizmente não lhe descortinámos o nome - passando a cavalo e com a sua matilha
por aquele lugar, foi assaltado por uma alcateia. Os lobos seriam muitos e esfaimados, a ponto de terem acabado com os cães
do viajante. Este, impotente para enfrentar as feras, apelou ao Senhor dos Aflitos, e a alcateia afastou-se, deixando-o incólome. Emocionado e grato, o cavaleiro logo ali mandou erguer aquele pequeno templo - quadrangular, três metros de cada face, cobertura de telha, porta com cruz sobranceira. Esta cruz foi inicialmente de pau e agora ou é de pedra ou de cimento,
pois não se tem aguentado muito tempo. Dentro é a mesma simplicidade do exterior, tendo quatro imagens, não se sabendo bem
qual delas é a do patrono, pois não estarão rigorosamente identificadas.
Diz o povo que as gentes com problemas nos negócios, de dinheiro, mas também com dificuldades na saude e no amor - aflitas,
de um modo geral! - ali ocorrem a fazer e a pagar as suas promessas.
  Falamos em Alvega e vamos agora a Areia Casa Branca, na margem esquerda de ribeira da Represa, um pouc o abaixo das ruinas do pequeno monumento romano perto da ponta da estrada 118. Passava ali a via romana que de Abrantyes ia para Alvega,
Gavião, Arronches até Mérida.
  Ora, naquele sitio é a Buraca da Moura, seja uma fenda que não escapa à tenda!
  E a lenda conta que naquela buraca vivia escondida uma moura, naturalmente encantada. Apenas saía de noite para cantar as suas tristezas. Ora também é voz corrente que naquela buraca começa um túnel que, passando sob a ribeira, alcança a margem direita da Represa e vai dar algures, a alguns quilómetros dali. Só que a memória popular perdeu a localização dessa saida, e
já ninguem se arrisca a fazer o túnel por dentro. Uma vez, um pastor terá dito que alí junto à Buraca da Moura, lhe desapareceu uma cabra e só deu com ela bastante longe, lembrando-se do túnel. Mas tambem não deu com a outra saida - ou
entrada!  Num livro sobre monumentos militares, fala-se de um túnel, devido a engenharia romanam, para passagem direta da água da barragem para campos agrícolas, mas a verdade é que a orientação dada na obra não corresponde à orientação do túnel da lenda. Também por isso a lenda tem uma moura encantada de serviço...
E , já agora, será que ainda está na igreja (abrantina) de São Vicente essa relíquia que é o dente de São Vicente? Se está
saibam que quem para lá a levou foi Pedro Afonso, kirmão bastardo de D. Afonso Henriques. Outras relíquias do mártir estão
em Lisboa, na Sé e, ao que parece, também na igreja de São Vicente de Fora.
 n
 
publicado por Alegria às 18:22
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