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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

O VARAPAU DA JUSTIÇA

 

"Com Fafe ninguém fanfe", diz a voz povo. E há vinte e poucos anos que, como mostra,
pode dar uma cotovelada no parceiro que quizer"fanfar" mostrando-lhe as 2 t de bronze que
representam a "Justiça de Fafe".
O que de certo não poderá explicar é a precisa razão de tal monumento, obra do escultor
Eduardo Tavares, ter sido descerrado exatamente no largo traseiro do Palácio da Justiça
da cidade! Vamos à lenda antes que se faça tarde:
É voz corrente que a questão teve lugar no século XIX, sendo seu protagonista o Visconde
de Moreira de Rei, um político local de grande influência, com fama de homem de bem,
mas avesso a levar afrontas para casa.
Ora, um dia, sendo deputado às Cortes, o Visconde chegou atrasado a uma sessão desseórgão, escutando uma reprimenda de um marquês qualquer, também deputado, que ai
por cima lhe era chamado "cão tinhoso". Fingindo não ter escutado o insulto, visconde de
Moreira de Rei participou tranquilamente na sessão. No final, procurou o marquês e censurou-o
firmemente pela maneira grosseira como se lhe havia dirigido. O outro, petulantemente,
não se escusou, antes lançou uma luva à cara do visconde, desafiando-o para um duelo.
Como ofendido, nisto do duelos é assim, coube ao visconde de Moreira de Rei escolher as armas.
Porém, o visconde apresentou-se no local da resolução do conflito com dois be.los varapaus.
O marquês ficou atarantado, pois não sabia utilizar tão plebeia arma. Já o visconde era
eximio no jogo do pau. E aconteceu exatamente isso que calculam, o visconde desancou o
marquês pondo-lhe o lombo num feixe! E diz quem sabe a lenda que a assistência exultava, dando
vivas à boa justiça dse Fafe!
Mas há, pelo menos, mais duas versões desta lenda.
E uma delas é a de um morgado dse Fafe que foi a Lisboa a uma reunião de gala, onde viu
como um alfacinha desfeitiava atrevidamente uma senhora. Pois não esteve com meias medidassacudiu-o, pelo que o outro o desafiou para um duelo. Aqui coincide a versão de ter sido o varapau
a arma usada, e o outro, coitado, também levou que lhe chegasse.
Porém, deixa-nos um tanto perplexos a terceira versão, pois recua cronologicamente até ao
tempo do conde D. Henrique, seja a antecâmara da nacionalidade portuguesa.
Existia um cavaleiro chamado D. Fafes Talesluz, alferes-mor do pai de D. Afonso Henriques
a quem foi doado Monte Longo - antiga designação de Fafe, como saberão, mercê desta pelos
seus feitos ao serviço do conde.
Pois D. Fasfes, era casado com uma senhora muito bondosa, amiga dos pobres e do povo em geral.
Só que em dada altura, o cavaleiro teve uma paixoneta pela aia da esposa.
Ambiciosa, querendo D. Fafes só para si, ela envenenou a ama. E como o povo  se apercebeu
de que aquela morte não havia sido natural, calculando quem matara, foi a casa de D. Fafes
exigir que a aia lhe fosse entregue. Assim aconteceu a justiça de Fafe:
Uma carga de paulada na bela senhora, até que esta embarcou para o outro mundo.
Afinal de contas, a justiça de Fafe, só tem um protagonista comum em qualquer episódio:
- O pau de "lódão",
publicado por Alegria às 16:56
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