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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2015
Momento de Poesia

Arte de Amar

 

Nem mesmo com uma frase sequer

Seja ela embora tão leve

Ou quase como uma leve pluma

Se deve bater em uma "mulher".

Dizer mal das mulheres e costume.

De todo o amante que não foi feliz.

Um coitado mordido de ciúmes.

Tudo mal diz,e se mal diz.

Pois confesso que sinto,e nisso se resume.

O que fui ,e o que fiz.

Julguei mal a que adoro,e que me

diz adorar.

E as mulheres por pérfidas e vis.

A todas condenei de foz em fora.

Fui infeliz,sou infeliz.

Pois com remorso reconheço agora.

O que fui,o que fiz.

Quem se acredita amada se conforma.

Com o poder dos encantos feminis.

Tudo explica e desculpa de tal forma.

Que tu sorris...porque sorris!

De uma vontade que tomei por norma.

No que fui...e no que fiz.

 

 

Eternamente

 

E se vencendo a resistência.

A morte sabes dar com fogo e ferro.

Sabe também dar vida com clemência.

A quem para não perde lá fez erro.

Mas se tu merece essa inocência.

Põe me em perpétua,miséria e desterro.

Na citia fria, ou lá na Líbia ardente.

Onde em lagrimas viva eternamente.

Põe me onde usa toda fúria.

Entre leões e tigres, e verei.

Se neles achar ,possa a felicidade.

Que entre peitos humanos não achei.

Ali amor e vontade.

Naquele que por quem morro criarei.

Estas relíquas suas que aqui vistes.

Que refrigério seja da Mãe triste.

 

publicado por Alegria às 21:13
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Sexta-feira, 16 de Outubro de 2015
Momento de Poesia

Aquilo que não fomos

 

Ninguém tem culpa

daquilo que não fomos.

Não ouve erros.

Nem cálculos falhados.

Sobre a estipe de papel;

Apenas não somos os calculistas.

Porem os calculados.

Não somos os desenhistas.

Mas os desenhados.

E muito menos escrevemos versos.

E sim somos escritos.

Ninguém é culpado de nada.

Neste estranhar constante.

Ao longe uma chuva fina.

Molha aquilo que não fomos...

 

  

Nascemos para Amar

 

Nascemos para amar; a Humanidade

Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura.

Tu és doce atractivo, ó Formosura,

Que encanta, que seduz, que persuade.

 

Enleia-se por gosto a liberdade;

E depois que a paixão na alma se apura,

Alguns então lhe chamam desventura,

Chamam-lhe alguns então felicidade.

 

Qual se abisma nas lôbregas tristezas,

Qual em suaves júbilos discorre,

Com esperanças mil na ideia acesas.

 

Amor ou desfalece, ou pára, ou corre:

E, segundo as diversas naturezas,

Um porfia, este esquece, aquele morre.

 

Bocage, in 'Sonetos'

 

 

publicado por Alegria às 22:00
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2015
Momento de Poesia

 

Esperança

 

A beira da praia eu pensava.

Em tudo que me faz cantar

O céu, o mar e o sonho de um dia

no céu com o senhor estar.

Mas espero que esse dia.

Não tarde muito a chegar.

Quero dar toda a alegria.

A esse pai que me ensinou a amar.

Quero mostrar lhe assim.

O quanto respeito e o amo.

Tê-lo um dia junto a mim.

Só isso da vida espero...

 

O amor é fogo que arde sem se ver

 

O amor é fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer

 

É um bem querer mais que bem querer

É solitário andar por entre a gente

É nunca contentar-se de contente

É cuidar a quem se ganha em se perder

 

É querer estar preso por vontade

É servir a quem vence vencedor

É ter com quem nos mata ,lealdade

Mas como causa pode seu favor

Nos corações humanos amizade

Se tão contrario a si é o mesmo amor

 

 

(Autor: Luiz Vaz de Camões)

 

 

publicado por Alegria às 20:51
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