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Sábado, 29 de Agosto de 2015
Proverbios e Adivinhas

Provérbios

Muito tens, muito vales, pouco tens, nada vales

Queijo com pão faz homem são.

Queira ou não queira, o burro há-de ir à feira.

Defeitos do meu amigo, lamento mas não maldigo.

Defunto rico, defunto chorado.

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.

 

Adivinhas

 

"Sou do turco mui querida,

das mais nações desprezada,

dos rapazes cobiçada,

amiúde perco a vida,

por um vintém e mais nada."

Solução: Barba

 

Nem é curto, nem comprido, nem grosso, nem delgado; Quase sempre anda escondido, Quando não é procurado; Quando é chamado a servir, tem a mão para o trazer; Bem direito e roliço, o seu uso dá prazer. Depois de bem metido, em certa fenda alongada; Vai sempre diminuindo, trazendo a ponta molhada. Uma vizinha que eu tenho, espadaúda, forte e bela, pede às vezes com empenho, que eu encoste o meu ao dela. De sete letras apenas e três silabadas tem só; É coisa que até dá gosto, tem C e R e acaba em O.

Solução: O Cigarro

publicado por Alegria às 21:36
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2015
Momento de Poesia

Paixão Única

 

Quem me dera poder ver-te!

Ai! quem me dera dizer-te,

Que pude amar-te, e perder-te,

Mas olvidar-te... isso não!

Que no ardor de outros amores,

Através de mil dissabores,

Senti vivas sempre as dores

Duma remota paixão.

 

Com que dorida saudade

Penso nessa mocidade,

Nessa vaga ansiedade,

Que soubeste compreender!

E tu só, só tu soubeste,

Que, num mundo, como este,

Qual florinha em penha agreste,

Pode a flor da alma morrer.

 

Orvalhaste-a quando ainda,

Ao nascer, singela e linda,

Respirava a esperança infinda,

Que consigo a infância tem.

Amparaste-a, quando o norte

Das paixões, soprando forte,

Lhe quiz dar rápida morte

Como à cândida cecem!

 

E, depois, nuvem escura

Lá no céu desta ventura

Enlutou-me a aurora pura

Dos meus anos infantis.

Houve nesta vida um espaço,

Onde nunca dei um passo,

Em que não deixasse um traço

De paixões torpes e vis !

 

E não tenho outra memória

Que me inspire altiva gloria,

Nem outro nome na historia

De meus delírios fatais.

Se percorro à longa escala,

De paixões que a honra cala,

Quem de um nobre amor me fala

És só tu... e ninguém mais!..

 

És só tu! De resto, apenas

Nestas variadas cenas

De ilusões, e inglórias penas,

Nada sinto o que perdi!...

Sinto bem esse desdouro,

Que comprei com falso ouro,

Em desprezo de um tesouro,

Que só pude achar em ti!

 

Camilo Castelo Branco, in 'Carta a Patrícia Emília'

 

 

publicado por Alegria às 22:29
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Proverbios e Adivinhas

 

Provérbios

É leve o fardo no ombro alheio.

É mais fácil prometer do que dar.

Se queres ser bom juiz, ouve o que cada um diz.

Se queres ser bom milheiro, faz o alqueire em Janeiro.

 

 

Se queres um bom alhal, semeia-o antes do Natal.

 

Adivinhas

 

Cabra

"Quatro batem na calçada,

dois olham para o céu,

dois fazem a queijoada,

e um toca berimbeu!"

Solução: Cabra: patas, chifres, tetas e cauda

 

Letra A

"O que está no fim da Terra e no meio do mar?"

Solução: Letra a

 

Letra O

Eu entro no Purgatório,

e também vou ao Inferno;

entrada tenho no Céu,

estou ao lado do Eterno.

Os anjos de mim dependem,

os virtuosos e santos,

e no mundo sem ser aranha,

também ando pelos cantos."

Solução: Letra O

publicado por Alegria às 22:18
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2015
Proverbios e Adivinhas

 

Provérbios

Mais vale lavrar o nosso ao longe do que o alheio ao perto.

Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto.

Cada leitão em sua teta.

 

Cada macaco no seu galho

Se Deus o marcou, defeito lhe achou

Todos os pássaros comem trigo e quem paga é o pardal.

Tostão a tostão faz um milhão.

 

Tristezas não pagam dívidas.

 

Adivinha

"Qual é a coisa

que faz mais falta numa casa?"

Solução: Botão

 

"Qual é a palavra que tem quatro sílabas

e vinte e nove letras?"

Solução: Alfabeto

 

"Eu abro do amor as portas,

da vida as portas encerro,

Permaneço em coisas tortas,

mas não em monte ou desterro.

Adivinhe!"

Solução: Letra a

 

"O que está no fim da Terra e no meio do mar?"

Solução: Letra a

 

"O que é,

pequeno em Lisboa

e grande no Brasil?"

Solução: Letra b

 

"O que será?

Pensem bem!

Está em tudo

e nada tem."

Solução: Letra d

 

"Qual é a primeira coisa que se põe no jardim?"

Solução: Letra j

"Qual é a coisa

que se encontra

uma vez mum minuto,

duas vezes num momento,

e nenhuma vez no ano?"

Solução: Letra m

 

"Qual é o princípio de princípio?"

Solução: Letra p

 

"O que é que todo o nariz

tem na ponta?"

Solução: Letra z

 

"Sou um mundo sem gente,

figuro em qualquer trabalho;

umas vezes não sou nada,

outras vezes muito valho.

Eu entro no Purgatório,

e também vou ao Inferno;

entrada tenho no Céu,

estou ao lado do Eterno.

Os anjos de mim dependem,

os virtuosos e santos,

e no mundo sem ser aranha,

também ando pelos cantos."

Solução: Letra O

publicado por Alegria às 22:00
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Quarta-feira, 19 de Agosto de 2015
Provérbios e Adivinhas

Provérbios

Quando está fora o gato folga o rato

Quando falta, sobra e quando sobra, falta

Quem acompanha com coxo, ao terceiro dia coxeia.

 

Quem ama o feio, bonito lhe parece.

Quem anda à chuva, molha-se.

 

Adivinhas

 

Numa casa há duas vezes

No quintal apenas uma

No jardim uma também

E a fonte não tem nenhuma

Solução: Letra A

 

Pode ser branco ou de côr

E também é chupa, chupa,

Se cai em cima da tinta

logo ela desaparece.

Solução: Mata-borrão

 

Navega de mão em mão

Nunca encontra pousada

De papel ou de metal

Diz-se que é sempre cunhado.

Solução: O dinheiro

publicado por Alegria às 21:53
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Terça-feira, 11 de Agosto de 2015
Momento de Poesia

 

A SAUDE

 

Quem está doente e não tem

Dinheiro para se tratar,

Acaba como qualquer filha da mãe

Nos Hospitais a esperar.

 

Tantas horas à espera

Dum resultado que não chega,

Pelos corredores andamos

A jogar à “Cabra Cega”.

 

Com tantas taxas moderadoras

Pagas pelos utentes,

Podia-mos ter mais doutores

Que chegassem para toda agente.

 

Oh! Serviço Público de Saúde

Que tão mauzinho estás,

Sem que ninguém de nós cuide

Não andas para a frente, mas para trás.

 

Quando será que a gente

Ao chegar a um Hospital

Terá urgentemente

Quem nos trate do nosso mal?

 

Era bom que assim fosse

Digo eu com muita fé

Ao recordar tantas horas

Que já passei no H. São José.

 

     João Rodrigues

publicado por Alegria às 21:55
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2015
Momento de Poesia

 

Cá nesta Babilónia

 

Cá nesta Babilónia, donde mana

Matéria a quanto mal o mundo cria;

Cá, onde o puro Amor não tem valia,

 

Que a Mãe, que manda mais, tudo profana;

 

Cá, onde o mal se afina, o bem se dana,

E pode mais que a honra a tirania;

Cá, onde a errada e cega Monarquia

Cuida que um nome vão a Deus engana;

 

Cá, neste labirinto, onde a Nobreza,

O Valor e o Saber pedindo vão

Às portas da Cobiça e da Vileza;

 

Cá, neste escuro caos de confusão,

Cumprindo o curso estou da natureza.

Vê se me esquecerei de ti, Sião!

 

Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

 

 

O Teu Aniversário

 

Pediste-me sorrindo, ó minha flor gentil,

Uns versos às tuas vinte alvoradas de Abril.

Vinte anos já!... não creio, estás equivocada...

Enganas-te. Eu irei perguntar à alvorada

Quantas vezes pousou em êxtase, ao de leve,

A sua boca de rosa em tua fronte de neve.

Vinte anos! Podes crer, pomba que eu idolatro,

Que se o corpo fez vinte, a alma, não: fez quatro.

A tua alma nasceu inefável, divina,

Para ser sempre grande e sempre pequenina.

É como a estrela d'alva; enche o seu esplendor

O Mundo, e ela não enche o cálix duma flor!...

 

Guerra Junqueiro, in 'Poesias Dispersas'

publicado por Alegria às 21:53
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