Contador de Visitas
Sábado, 31 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

Barcelos

 

barcelos_1.jpg

O Senhor do galo de Barcelos e o milagre do Enforcado

 

  Esta lenda, que corre em Barcelos, está ligada a um antigo padrão

de pedra cuja origem se desconhece e que tem de um lado baixos-relevos

com a Virgem, São Paulo, o Sol, a Lua e um dragão, e do outro, Cristo

crucificado, um galo e San´Tiago sustentando um enforcado.

  Lendas e padrões semelhantes existem em Espanha, em várias localidades

situadas no caminho de Santiago de Compostela, o que leva a pensar num

significado hoje perdido e ligado àquele santuário secularmente venerado e

concorrido de peregrinos dede os mais remotos tempos.

  Cont<a a lenda que, há muito tempo, deu-se na freguesia de Barcelinhos

um crime de morte que ficara impune. As investigações efectuadas minuciosamente

pelos oficiais de justiça não levaram à descoberta de qualquer indício sobre o seu autor.

  O tempo foi passando e o caso parecia estar esquecido quando, certo dia, surgiu

na povoação um galego que se dirigia em peregrinação a Santiago de Compostela.

 O romeiro instalou-se no albergue da terra, onde tencionava passar aquela noite.-

Estava sentado à mesa, preparando-se para retemperar as forças  com uma boa

refeição, quando sentiu que alguém, sentado noputra mesa, o observava fixamente.

  Não ligou, contudo, importância, tanto mais que não conhecia ninguém na região,

e lá continuou embebido nos seus pensamentos, enquanto ia depenicando uma

broa e bebia uma caneca de vinho verde.

  Algum tempo depois, o observador levantou-se da mesa e desapareceu da hospedaria.

Dirigiu-se à casa do juiz e informou-o cde que o autor daquele crime antigo pardecia

ter voltado à povoação. E jurou à autoridade que vira aquele galego na época,

já remota do crime.

  O juiz prestou-se, então, a acompanhá-.lo ao albergue, onde interrogou o espantado

galego, que se afimava inocente de qualquer crime. Mas as coincidências que

transpareciam do interrogatório comprometiam muito o romeiro e, além disso,

ele não conseguia apresentar provas concludentes da inocência que protestava.

  Assim, o galego foi levado para as masmorras e julgado. Continuou, todavia,

jurando a sua inocência, o que de nada lhe valeu, pois foi condenado à forca como

autor daquele crime quase esquecido.

  Chegado o dia do enforcamento, o homem pediu, como sua última vontade, que o

levassem à presença do juiz que injustamente o condenara, E, como não se deve negar

o último pedido a um condenado, levaram-no a casa do juiz, que nesse momento

estava sentado à mesa, rodeado de amigos, preparando-se para trinchar um belo galo

assado.

  O Galego entrou e, ajoelhando-se frente ao juiz, suplicou que não o enforcassem.

Estava inocente! Não conhecia a vitima do crime! Fora aquela a primeira vez que

entrara em Barcelinhos. Como era possivel que o fossem enforcar por um crime

que não cometera?! Era uma injustiça!

  O magistrado, porém, não se comoveu. Escudado no julgamento que considerava válido

aos olhos da lei, disse aoi homem que nada podia fazer e que a sentença tinha de ser

cumprida de acordo com as regras estabelecidas pelos usos e costumes.

  O pobre do romeiro, vendo-se numa terrivel situação para a qual não encontrava saida,

bramou, olhanco para o Alto:

  Valei-me meu Sant´Iago, valei-me! - e virando-se para o juiz, disse com veemência:

- É tão certo eu estar inocente que antes de morrer e o dia acabar, esse galo

assado cantará! 

  E lá saiu da sala, arrastado pelos algozes, em direção ao outeiro da forca.

  Entretanto, na sala do juiz, passado o instante dramático que se seguiu às ultimas

palavras do romeiro, os convivas desataram a rir do que afirmmara o galego.

  Mas, supersticiosamente, a verdade é que ninguém tocou no galo assado.

  O dia foi passando e, sub-repticiamente, as palavras do peregrino mantinham-se

vivas nos ouvidos dos convivas, ainda que nenhum o confessasse. E todos ansiavam

pela chegada da noite para se libertarem da expectativa.

  De repente, os olhos do juiz fixaram-se atónitos no galo assado, que, estranhamente,

começara a cobrir-se de penas novas. Em breve, todos puderam ver o galo levantar-se,

espanejar asasas e cantar alegremente.

  Correram todos ao outeiro da forca, como que impelidos por uma força incontrolável,

e, pasmados, verificaram que condenado, não só estava vivo, como a corda estava lassa

e o corpo suspenso no ar.

  Assustados com aquele facto insólito, libertaram o homem e deixaram-no seguir o

caminho que traçara, o caminho de Santiago.

  No regresso, o galego, que voltou pelo caminho de Barcelinhos, mandou erguer,

agradecido pelo milagre, o padrão que ainda hoje podemos admirar, corroido pelo tempo

e com as imagens muito gastas.

 

publicado por Alegria às 15:52
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

Albergaria-a-Velha

Albergaria-a-Velha.jpg

A Terra do Anjo

 

sabem qual é a Terra do Anjo? Não? Pois vejamos a lenda que nos pode dizer alguma coisa

sobre esta questão. vamos atá à margem direita do Vouga, a duas léguas da cidade de Aveiro.

Aí, há muitos anos, existia uma pequena aldeia de pescadores que trabalhavam nas águas do rio.

E nessa comunidade havia um homem, já entrado na idade, que nunca casara e vivia no sofrimento

de não ter um filho a quem ensinar a sua arte e fosse a sua companhia no fim da vida.

A lenda não lhe guarda o nome, no entanto regista que se tratava de uma pessoa extremamemnte devota

a Nossa Senhora. Assim, constantemente lhe dirigia orações, por entre as quais lhe pedia um filho,

nascesse este de mulher com quem ele casasse ou criança abandonada. Às vezes, desencantado

com a falta de resposta da Nossa Senhora, dirigia as suas palavras ao rio, sem intimo no quotidiano~.

E uma manhã, levando o seu barco de um lado para o outro, o pescador viu um caixotinho a boiar nas águas,

e dentro dele chorava uma criança. Doido de contentamento, agradeceu a Nossa senhora, interrogando-a

sobre o que ela queria em troca. Naturalmente Ela nãolhe respondeu.

Assim, o rapaz foi crescendo, aprendendo a vida com o velho pescador, que arranjou outro ânimo para encarar

a vida. Toda a gente andava admirada com a felicidade daquela familia! Porém, a partir de determinada altura,

uma nuvem cinzenta começou a pairar nos olhos lìmpidos do rapaz.

É que ele queria saber como é que viera ao Mundo. Quem era a sua mãe? E o seu pai? A história, aliás verdadeira,

do seu aparecimento nas águas, contada pelo velho pescador, não o consolava. Ele queria ser como os outros.

E não conseguia. Num esforço para desanuviar a existência do seu rapaz, o velho pescador do Vouga levou-o

com ele à cidade e foi falar com um padre que tinha fama de muito sabedor. Mas há casos em que os saberes não

servem para nada. E ao padre apenas lhe valeu certa sabedoria no trato, mandando para casa ops dois pescadores,

recomendando-lhes que pensassem noutra coisa. Terá também dito que muitas vezes são insondáveis os desígnos

do Altíssimo. Bem, a vida continuou, e um dia, um clamoroso dia, soltou-se uma epidemia que começou a dizimar

a população das margens do Vouga. O rapaz, mostrando a generosidade aprendida com seu velho pai, atendeu

aos doentes. Porém, por desgraça, ele próprio foi apanhado pela terivel doença. Prostrado no leito, a seu lado tinha o

velho a lamentar-se de o ver naquele estado, que piorava em cada dia. E o pai voltou-se de novo para Nossa Senhora,

implorando-lhe que lhe salvasse o filho. E à voz do "valei-me!" entrou no quarto uma mulher  envolta em neve, dizendo:

- Aqui estou.

Era Nossa Senhora das Neves, dizendo que vinha buscar o rapaz para sua corte de anjos.

Assim como o dera, o levava para um lugar de glória, reservando-lhe a função de anjo-da-guarda daquela terra.

Que terra? Angeja.

 

publicado por Alegria às 21:18
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

A Velha Porcalhota

 

  Ora, então como é que a Porcalhota se tornou Amadora, sobretudo como é que apareceu aquele

topónimo tão bizzaro? E, depois, como é que os coelhos surgem nesta lenda? Se formos a Pinho Leal,

 ficamos a saber que a Poraclhota, é diminuitivo de Porcalha, significando leitoa. Em meados do século XIX

esta terra pertencia a Benfica. Não eram mais de 359 casas e uma ermida a Nossa Senhora da Conceição

de Lapa. E havia Porcalhota de Cima e Porcalhota de Baixo, separadas por uma calçada. Pois a origem lendária

da Amadora remonta ao século XIV, à Porcalhota, que é o núcleo populacional mais antigo do espaço da actual

Amadora. Este topónimo procedia do dono destas terras, Vasco Porcalho, que também era alcaide de Vila Viçosa.

Na crise de 1383-1385, este fidalgo, como muitos outros da velha nobreza portuguesa, apoiou D. João de Castela

como rei legítimo, o que mais tarde o obrigou a fugir do reino. Herdou-lhe as propriedades, a filha, fidalga, a quem

as gentes chamavam Porcalhota! Ficou assim a zona a chamar-se terras da Porcalhota. Convenhamos, com

Delfim Guimarães, que se tratava de um nome malsonante e arreliador! Mas atenção, tudo o que aqui se conta

é do foro da lenda...

O século XVIII fez da Porcalhota uma zona de lazer da aristocracia sediada em Lisboa. Aqui se multiplicaram

pequenos palácios em quintas de recreio. Mas, de repente, surge a verdadeira lenda desta povoação, que se ia

compondo como um "puzzle" - chama-se Pedro dos Coelhos. E para a escrever nada melhor que Júlio César

Machado, que a divulgou no Diário de Noticias.

"Há tanto tempo já que aquela casa amanha os coelhos como proveito e glória que, em o dono da locanda indo

chamá-los ao pátio, já eles vão por si mesmos formar em linha e oferecer as orelhas para levar o piparote e

morrer. Lê-se na parede "Antiga casa do belo petisco do coelho", o trém para em frente, à sua porta vêm-se

mendigos. De um lado, tenda de balcão, do outro, uma nesga de caminho para a cozinha; ao fundo, uma porta

para o quintal e outra para a casa onde se come. Na cozinha, uma velha, uma corcundinha e um rapagão

esbelto e ágil." Júlio César Machado era um gastrónomo, e quando pincelava prosas assim, não se lhe podia

ir à mão porque decerto acabara de comer uma refeição de lenda!

O Pedro dos Coelhos é a mais lendária figura da Amadora e o seu pretígio pede meças aos grandes cozinheiros

da não menos grande Lisboa! Bastará chamarmos a testemunhar Mendonça e Costa, que em 1887, nas

páginas da revista Ocidente, narrava que determinado  indivíduo das bandas de Sete Rios comia em casa coelho

em todas as refeições por imposição da mulher. Ora, farto daquilo, mudou-se para a Porcalhota e calhou-lhe

sentar-se à mesa do Pedro dos Coelhos. Diz o cronista, que o conheceu, que nesse dia o coelho soube-lhe a porco!

Pedro Franco se chamava o Pedro dos Coelhos, e terá nascido nos primeiros anos do reinado de D. Maria II

falecendo com sessenta e tal anos em 1906 pou 1907. Mas desde que enviuvou não foi mais o mesmo.

Mas se morreu o homem, ficou a sólida lenda!

 

 

publicado por Alegria às 20:46
link do post | comentar | favorito
|
Sábado, 24 de Janeiro de 2015
Politica de Interesses

Os Ministros da Pena

Eu não sei como não treme a mão a todos os ministros de pena, e muito mais àqueles que sobre um joelho aos pés do rei recebem os seus oráculos, e os interpretam, e estendem. Eles são os que com um advérbio podem limitar ou ampliar as fortunas; eles os que com uma cifra podem adiantar direitos, e atrasar preferências; eles os que com uma palavra podem dar ou tirar peso à balança da justiça; eles os que com uma cláusula equívoca ou menos clara, podem deixar duvidoso, e em questão, o que havia de ser certo e efectivo; eles os que com meter ou não meter um papel, podem chegar a introduzir a quem quiserem, e desviar e excluir a quem não quiserem; eles, finalmente, os que dão a última forma às resoluções soberanas, de que depende o ser ou não ser de tudo. Todas as penas, como as ervas, têm a sua virtude; mas as que estão mais chegadas à fonte do poder são as que prevalecem sempre a todas as outras. São por ofício, ou artifício, como as penas da águia, das quais dizem os naturais, que postas entre as penas das outras aves, a todas comem e desfazem. Padre António Vieira, in 'Sermões'

publicado por Alegria às 20:30
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2015
Politica de Interesses

 

 

 

 

 

Governos Apostados em Errar

 

Entre nós tem-se visto governos que parecem absurdamente apostados em errar, errar de propósito, errar sempre, errar em tudo, errar por frio sistema. Há períodos em que um erro mais ou um erro menos realmente pouco conta. No momento histórico a que chegámos, porém, cada erro, por mais pequeno, é um novo golpe de camartelo friamente atirado ao edifício das instituições; mas ao mesmo tempo tal é a inquietação que todos temos do futuro e do desconhecido que cada acerto, cada bom acerto é uma estaca mais, sólida e duradoura, para esteiar as instituições. Toda a dúvida está em saber se ainda há ou se já não há, em Portugal, um governo capaz de sinceramente se compenetrar desta grande, desta irrecusável verdade.

 

Eça de Queirós, in 'Últimas Páginas'

 

publicado por Alegria às 19:22
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

A Boa Nova e a Fonte Santa

 

   Perto do Alandroal fica Terena, aldeia oprgulhosa do seu pelourinho.
Pois vamos contar a lenda da fuindação da Igreja de Nossa Senhora da Boa Nova,
que é anterior ao castelo, este mandado construir sendo rei D. Diniz, o Lavrador-Trovador.
Porém temos duas versões da lenda, o que por si só já é interessante. pois a primeira diz-nos
qua a filha de D. Afonso IV, o Bravo, era casada com o rei de Castela, mas genro e sogro
não se entendiam.
Ora, de uma vez, os Mouros atacaram os Castelhanos, e a rainha de Castela e princesa
portuguesa deslocou-se a Portugal para pedir auxilio ao pai. Sobre a viagem, é contado
que, já em território português, repousando no Alandroal, assistou a um belo amanhecer,
e logo lhe deu o nome de Lucefécit, que quer dizer "luz se fez".
Dali a rainha mandou um emissário a Évora, onde estava  a corte de D. Afonso IV,
suplicando-lhe que apoiasse o marido. O pai respondeu afirmativamente e a alegria foi
tal que a rainha mandou edificar ali perto, em Terena, uma igreja a que deu o nome de
Nossa Senhora da Boa Nova. No entanto, na segunda versão da lenda, o rei logo terá
mandado dizer à filha que não apoiaria o genro. Porém .logo a seguir, D. Afonso IV
reconsiderou, mudando de opinião, e apressou-se a mandar dois cavaleiros a toda a brida
que foram dar com a rainha de Castela em Terena. Exactamente no sitio em que ainda hoje
vemos a cruz que assinala esse mesmo encontro. Perguntou-lhes ela ao que vinham, e
responderam os cavaleiros:
- Boa nova temos, Senhora. O vosso pai acede ao vosso pedido e vai em breve, com
o exército português, combater os Mouros!
A rainha ajoelhou-se e disse que, perante a resposta de seu pai e rei de Portugal,
ali mesmo mandaria construir um templo sob a invocação de Nossa Senhora da Boa Nova.
E valha a verdade histórica, acabou mesmo por cumprir esta promessa.
Existe ainda uma outra lenda no Alandroal em que se diz que numa prisão junto do mar
havia um homem algemado de pés e mãos. Ele dizia-se inocente, mas ninguém o acreditava
Ora certo dia, o carcereiro foi levar-lhe comida e viu que as algemas tinham desaparecido,
embora o preso lá estivesse. Porém, este dizia que não sabia o que se passara, reiterando
a sua inocência. Dias a fio, os guardas algemavam-no. mas as algemas desapareciam.
Passados tempos nisto, o preso disse que as algemas tinham ido para a Terena, podendo
ser encontradas na igreja de Nossa senhora da Boa Nova.
E não é que lá estavam mesmo?! Acreditando então na sua inocência, as autoridades
soltaram-no. E, por fim, uma terceira lenda que se refere à cruz do encontro.
É sobre a Ermida da Nossa Senhora da Fonte Santa. Pois para lugar desta foi escolhido
um sítio num alto ao pé da estrada, vindo do lado da vila do Alandroal, onde hoje está
a tal cruz. Logo no início, os alvenéus colocavam os materiais para a edificação daquele
ponto e, na manhã seguinte, eles apareciam no sítio onde hoje está o pequeno templo.
Quanto à massa, essa ficava no mesmo sitio, mas tão dura que não servia para nada!
Ao cabo de algun dias de tentativas, os construtores renderam-se ao sítio da vontade
Divina e foram compensados com o aparecimento de uma fonte - santa fonte - que
jorrava para a ribeira...
publicado por Alegria às 20:47
link do post | comentar | favorito
|
Domingo, 18 de Janeiro de 2015
Lendas da nossa terra

 

Abrantes 2.jpg

 

O Senhor dos Aflitos

 
  Nos arredres de Abrantes, num largo à saida da estrada velha, quando esta entronca com a estrada nova, a caminho de Alvega,há uma pequena capela, propriedade particular, sempre fechada sete chaves, conhecida como do culto do Senhor dos Aflitos.
Esmolas de azeite e em dinheiro afluem com certa regularidade e muita devoção. E a lenda não terá ainda um par de séculos.
Pois diz-se que um homem dessa familia -infelizmente não lhe descortinámos o nome - passando a cavalo e com a sua matilha
por aquele lugar, foi assaltado por uma alcateia. Os lobos seriam muitos e esfaimados, a ponto de terem acabado com os cães
do viajante. Este, impotente para enfrentar as feras, apelou ao Senhor dos Aflitos, e a alcateia afastou-se, deixando-o incólome. Emocionado e grato, o cavaleiro logo ali mandou erguer aquele pequeno templo - quadrangular, três metros de cada face, cobertura de telha, porta com cruz sobranceira. Esta cruz foi inicialmente de pau e agora ou é de pedra ou de cimento,
pois não se tem aguentado muito tempo. Dentro é a mesma simplicidade do exterior, tendo quatro imagens, não se sabendo bem
qual delas é a do patrono, pois não estarão rigorosamente identificadas.
Diz o povo que as gentes com problemas nos negócios, de dinheiro, mas também com dificuldades na saude e no amor - aflitas,
de um modo geral! - ali ocorrem a fazer e a pagar as suas promessas.
  Falamos em Alvega e vamos agora a Areia Casa Branca, na margem esquerda de ribeira da Represa, um pouc o abaixo das ruinas do pequeno monumento romano perto da ponta da estrada 118. Passava ali a via romana que de Abrantyes ia para Alvega,
Gavião, Arronches até Mérida.
  Ora, naquele sitio é a Buraca da Moura, seja uma fenda que não escapa à tenda!
  E a lenda conta que naquela buraca vivia escondida uma moura, naturalmente encantada. Apenas saía de noite para cantar as suas tristezas. Ora também é voz corrente que naquela buraca começa um túnel que, passando sob a ribeira, alcança a margem direita da Represa e vai dar algures, a alguns quilómetros dali. Só que a memória popular perdeu a localização dessa saida, e
já ninguem se arrisca a fazer o túnel por dentro. Uma vez, um pastor terá dito que alí junto à Buraca da Moura, lhe desapareceu uma cabra e só deu com ela bastante longe, lembrando-se do túnel. Mas tambem não deu com a outra saida - ou
entrada!  Num livro sobre monumentos militares, fala-se de um túnel, devido a engenharia romanam, para passagem direta da água da barragem para campos agrícolas, mas a verdade é que a orientação dada na obra não corresponde à orientação do túnel da lenda. Também por isso a lenda tem uma moura encantada de serviço...
E , já agora, será que ainda está na igreja (abrantina) de São Vicente essa relíquia que é o dente de São Vicente? Se está
saibam que quem para lá a levou foi Pedro Afonso, kirmão bastardo de D. Afonso Henriques. Outras relíquias do mártir estão
em Lisboa, na Sé e, ao que parece, também na igreja de São Vicente de Fora.
 n
 
publicado por Alegria às 18:22
link do post | comentar | favorito
|
.mais sobre mim
.pesquisar
 
.Maio 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
.posts recentes

. Album de Sabedoria

. Album de Sabedoria

. Provéfbios e adivinhas

. Provéfbios e adivinhas

. Proverbios e Adivinhas

. Provérbios e Adivinhas

. Album de Sabedoria

. Album da Sabedoria

. Album da sabedoria

. Album de Sabedoria

.arquivos

. Maio 2017

. Abril 2016

. Março 2016

. Fevereiro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

.favoritos

. Momento de Poesia

.links
contador de visitas gratis
Contador de Visitas
blogs SAPO
.subscrever feeds