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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014
Momento de Poesia
A Cabreira: Texto extraido do livro "As Pupilas do Sr. Reitor"
de Julio Dinis (1863)
 
   Foram buscar a cabreira
E a cabra de a acompanhar
Até às salas dos paços
Onde o rei a viu chegar.
   "P´la minha coroa de ouro
"Eu quero agora apostar,
"Que é esta a filha roubada
"Numa noite de luar.
   Milagre! quem tal diria
Quem talpudera contar,
A cabrinha toda branca
Ali se pôs a falar.
   "Esta é a filha roubada
"Numa noite de luar,
"Andou dez anos no monte
"Quem nasceu para reinar.
   Que alegrias vão nos paços
E que festas sem  cessar!
A filha há tanto perdida
No trono os pais vão sentar.
   E vêm damas p´ra vesti-la
E vêm damas p´ra calçar;
E as mais prendadas de todas
Para as tranças lhe enfeitar.
   Vão procurar a cabrinha...
Ninguém a pôde encontrar;
Mas um anjo de asas brancas
Viram aos céus a voar.  (Fim)
 
 
 
 
 
publicado por Alegria às 19:05
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014
Momento de Poesia

 

A Cabreira : Texto extraido do livro "As Pupilas do Sr. Reitor de
Julio Dinis - 1863    (Continuação)
 
   Nunca a tinha visto antes
No seu rebanhoa a pastar,
E foi a fazer-lhe festa...
E foi para a afagar...
   Eis vai a cabra fugindo
Pelos vales sem parar;Ia a cabreira atrás dela
Mas não a pôde alcançar.
   E andaram assim três dias
E três noites, sem parar!
Até que às portas de uns paços
Afinal foram parar.
   Chorava o rei e a rainha
Há dez anos sem cessar,
Que lhe roubaram a filha
Numa noite de luar.
   E dez anos são passados
Sem mais dela ouvir falar,
Eis chega a cabreira à porta,
À porta se foi sentar.
   "Ai que bonita cabreira
"Que lá em baixo vejo estar!
"E uma cabra toda branca"Quem nem se deixa fitar.
   "Meus criados e escudeiros
"Ide a cabreira buscar"
Isto dizia a rainha,
Este foi o seu mandar.   (Continua)
 
 
 
 
 
  
 
  
  
 
 
  
publicado por Alegria às 21:04
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2014
Momento de Poesia

 

A Cabreira: Versos extraidos do livro "As pupilas do Sr. Reitor" de JulioDinis, 1863

 

   Anda a pobre cabreira

O seu rebanho a guardar,

Desde que rompia o dia

Até a noite fechar.

  De pequenina nos montes

Não tivera outro brincar;

Nas canseiras do trabalho

Seus dias vira passar.

  Sentada no alto da serra,

Pôs-se a cabreira a chorar,

Porque chorava a cabreira,

Ides agora escutar:

  "Ai que triste sina a minha.

"Ai que triste o meu penar;

"Que não sei de pai nem mãe

"Nem de irmãos aquem amar.

  "De pequenina nos montes

"Nunca tive outro brincar;

"Nas canseiras do trabalhoi

"Meus dias vejo passar".

  Mas ao desviar seus olhos,

Viu coisa que a fez pasmar;

Uma cabra toda branca

Se lhes fora aos pés deitar.

  Branca toda, como a neve,

Que nem se deixa fitar,

Coberta cde finas sedas,

Que era coisa singular!

  Nunca a tinha visto antes

No seu rebanho a pastar, (Continua)

publicado por Alegria às 21:20
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2014
O INCESTO

             O INCESTO

           Numa época em que tanto se fala de direitos disto, direitos daquilo, direitos humanos para cá, direitos humanos para lá, direitos dos homossexuais, direitos das lésbicas, direitos da, criança, direitos da mãe da criança, do pai da criança, do cão, do gato e não sei que mais direitos temos direito a falar, eu simplesmente gostaria que alguém me explicasse o para mim inexplicável nome “INCESTO”.

           Estou farto de dar voltas à minha pobre cabecita e não cheguei ainda a entender como é que nós que já somos muitos biliões de seres humanos à superfície da Terra, como é que foi que tudo começou para que toda esta gente chegasse até aqui sem ter que haver “Incesto”.

           Ora se, ao criar o Mundo, “DEUS” criou toda a espécie de bicharada, desde o “Leão” o Rei da selva, qual rei qual selva deste mundo impróprio para habitação, passando pelos pobres passarinhos até à astuta “Águia” passando pelo pachorrento cachorrinho até ao macio gatito a quem eu tenho o hábito de chamar de coelho de “sofá”, não esquecendo o quase invisível mosquito e a descarada e perspicaz “Melga” a quem Deus deu o dom de me irritar nas noites quentes do verão, não sei que mal eu lhe fiz, mas isso agora também não importa; até esse bicharoco tão falado a quem chamam de “Dragão” e que eu nunca vi em carne e osso e, também não sei quem o criou, mas também lhes digo se foram os “Chineses” que se lembraram disso, também podiam ter feito melhor coisa porque um bicho assim tão esquisito só mesmo inventado por gente da “China”.

           Mas enfim, mais bicho ou menos bicho, o que importa agora saber é, como todos nós chegámos até aqui.. Ora se “DEUS” criou um homem “ADÃO” e posteriormente uma mulher “EVA” para a qual o referido Adão contribuiu com uma costela, e, depois de tanto pensarem na vida e sem terem o tão necessário “subsídio de casamento e nascimento” e respectivo abono de família pois ainda não tinha sido criada a “Segurança Social” resolveram ter filhos e, daí se o pensaram bem o fizeram pois geraram o primeiro filho “CAIM” para os ajudar nas labutas do dia a dia e também porque o Criador tinha decidido que eles teriam que frutificar, multiplicar e encher a Terra e daí a obrigação de o fazer, por isso quando a vida já estava melhor então resolveram ter outro filho a quem foi chamado de “ABEL”.

             A vida decorria com normalidade, “Abel” com as suas ovelhas e “Caim” mais ligado à agricultura, até quem um dia o inesperado aconteceu.

               “DEUS” lembrou-se de lhes fazer uma visita e cada um fez a sua oferenda ao “CRIADOR” como que em acção de graças, e, qual não foi o espanto de “Caim” ao verificar que “DEUS” gostou mais da oferenda de “Abel” preterindo a sua.

         

             Como afinal os ciúmes e a inveja não são de agora mas sim já desse tempo, e, porque “DEUS” não se inclinou para a oferta de “CAIM” mas sim para a oferta de “ABEL”, houve então entre os dois irmãos uma cena não louvável e, como ainda não tinha sido abolida a pene de morte o que veio a acontecer muitos anos mais tarde, foi então que “CAIM” cheio de ódio e ferido pela inveja e pelo ciúme deu fim à vida do irmão “ABEL” pensando ficar com a herança para si, quando os pais tivessem o fim que a todos espera

               Foi então que Adão e Eva resolveram pôr termo a esta ideia e geraram outro filho para assim contrariarem o invejoso “Caim”; - nasceu então outro filho, este chamado de “SETH”.

- Mas agora é aqui que eu não entendo como é que tendo nascido rapazes e em lado algum eu li que tenham sido geradas raparigas para poderem frutificar, multiplicar e encher a terra como recomendou o”CRIADOR”, aqui há algo que me deixa confuso; esta história está muito mal contada; - ou “DEUS” arranjou mulheres noutro lugar para estes homens poderem fazer a vontade imposta pelo “Criador”, ou então ainda não se falava em “Incesto” o que é mais provável pois ainda não havia professores nem escolas, nem tão pouco existiam os dicionários para sabermos afinal o que quer dizer tal palavra.

publicado por Alegria às 21:27
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